Quem do mercado cripto estava na lista de Epstein?

Arquivos de Epstein Revelam Conexões Surpreendentes com o Mundo Cripto 📂🔗
Documentos recentemente divulgados sobre o falecido financista Jeffrey Epstein lançaram uma nova luz sobre suas conexões, revelando um envolvimento inesperado e significativo com os pioneiros do universo das criptomoedas. As conversas, que vão de aportes financeiros a debates filosóficos, mostram que Epstein circulava entre figuras importantes durante a ascensão do Bitcoin (BTC).Um Observador Atento e Investidor Inicial 🧐
Desde 2011, Epstein já demonstrava interesse pelo Bitcoin, classificando-o como “brilhante”, embora tenha alertado para “riscos sérios”. Sua curiosidade não era superficial. Em 2014, ele se envolveu em um debate por e-mail com Peter Thiel, cofundador do PayPal, sobre a própria definição do Bitcoin. Em uma mensagem, Epstein escreveu:“Há pouca concordância sobre o que é o Bitcoin… reserva de valor, moeda, propriedade… como um homem que se apresenta como mulher, parece propriedade se apresentando como moeda.”Os arquivos também revelam um plano ousado de 2016, no qual Epstein sugeriu a um assessor da família real saudita a criação de uma criptomoeda “sharia”, voltada para países muçulmanos, afirmando ter conversado com "algumas das fundadoras do Bitcoin".
Envolvimento Direto na Infraestrutura do Bitcoin 💸
Uma das revelações mais impactantes é a participação de Epstein na rodada inicial de investimentos de US$ 18 milhões da Blockstream, uma das empresas de infraestrutura de Bitcoin mais relevantes do mundo. E-mails de Austin Hill, cofundador da empresa, detalham a alocação de fundos, com Epstein confirmando sua participação por meio do fundo de Joi Ito, então diretor do MIT Media Lab.Adam Back, CEO da Blockstream e uma figura lendária no setor, também aparece nos e-mails, inclusive em planos de viagem para St. Thomas, o principal destino de Epstein.
Uma Rede de Contatos de Peso 🤝
Os documentos conectam Epstein a outros nomes de grande relevância no cenário financeiro e cripto:- Michael Saylor: Atual CEO da MicroStrategy e um dos maiores defensores corporativos do Bitcoin, Saylor foi mencionado em registros de um baile de gala de 2010, confirmando um vínculo social com Epstein anos antes de sua fama no mundo cripto.
- Kevin Warsh: Recentemente indicado por Donald Trump para liderar o Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, Warsh aparece em uma lista de convidados para uma festa de Epstein em 2010. A coincidência da nomeação e da divulgação dos documentos gerou questionamentos.
- Reid Hoffman: O cofundador do LinkedIn também estava nos e-mails em que eram discutidas as tensões internas do setor, como a rivalidade entre os projetos Ripple e Stellar.
Sem Evidências de Atividades Ilícitas com Cripto ⚖️
É fundamental destacar que, apesar de todo o envolvimento, os investigadores não encontraram carteiras de criptomoedas, transações em blockchain ou qualquer indício de que Epstein tenha utilizado ativos digitais para lavar dinheiro ou facilitar seus crimes. Seu papel parece ter se limitado a networking, investimentos estratégicos e observação atenta do mercado.Apesar de seu interesse, Epstein manteve certo ceticismo. Em agosto de 2017, no auge da euforia do mercado, ao ser perguntado se valia a pena comprar um Bitcoin, sua resposta foi um categórico: “Não.”
A conclusão é clara: Jeffrey Epstein não era um barão oculto do Bitcoin, mas sua presença nos círculos iniciais da indústria foi muito mais expressiva do que se imaginava. Ele foi um financiador, um debatedor e um conector influente, tecendo uma teia de relações que só agora começa a ser compreendida. ₿✨

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