Posições da Universidade Harvard em ETFs de Bitcoin

Harvard Aposta Alto em Bitcoin e Transforma ETF na Sua Maior Posição nos EUA 📈
- Harvard aumenta drasticamente suas participações em ETF de bitcoin, tornando-o seu maior investimento nos EUA. 🏛️
- A medida é rara para um fundo patrimonial de uma universidade de ponta e mostra um forte apoio institucional.
- Harvard também aumenta a exposição a ETFs de ouro, sinalizando uma estratégia defensiva em meio à volatilidade do mercado. 🥇
O mais recente documento de Harvard enviado aos reguladores dos EUA mostra que a universidade agora possui 6,8 milhões de ações do IBIT. Essas ações valiam aproximadamente US$ 443 milhões no final de setembro.
Apenas alguns meses antes, Harvard detinha somente 1,9 milhão de ações. Isso significa que a universidade aumentou suas participações em 257%, um salto gigantesco em um curto período de tempo.
Essa compra torna o IBIT o maior investimento público de Harvard nos EUA. A posição agora supera as participações da universidade em gigantes da tecnologia como Microsoft, Amazon e Alphabet, e até mesmo sua tradicional alocação em ETF de ouro.
Embora a participação no IBIT represente menos de 1% do fundo patrimonial total de mais de US$ 55 bilhões de Harvard, ela compõe mais de 20% de suas ações listadas publicamente nos EUA.
Especialistas afirmam que a decisão de Harvard é extremamente rara para o fundo patrimonial de uma universidade de elite. Grandes instituições como Harvard geralmente investem em private equity, capital de risco ou imóveis — não em ETFs.
Eric Balchunas, analista de ETFs da Bloomberg, afirmou que a atitude de Harvard é “a melhor validação que um ETF pode ter”. Ele também explicou que convencer um grande fundo patrimonial a comprar qualquer ETF é uma tarefa difícil, ainda mais um atrelado ao bitcoin.
Com essa aquisição massiva, Harvard se tornou um dos 20 maiores detentores do fundo de bitcoin IBIT. 💰
Harvard realizou este investimento durante um período conturbado para o bitcoin. Nas últimas semanas, o preço do ativo caiu mais de 5%, ficando abaixo de US$ 100.000. Os ETFs de bitcoin à vista também registraram saídas massivas, com quase US$ 900 milhões deixando os fundos em um único dia.
Apesar disso, Harvard aumentou tanto sua posição em bitcoin quanto em ouro. A universidade quase dobrou suas participações no SPDR Gold Shares ETF (GLD) para 661.391 ações, avaliadas em US$ 235 milhões. Isso sugere que Harvard está buscando proteger seu portfólio com ativos que podem oferecer segurança em tempos de incerteza econômica. 🤔
A decisão de Harvard se destaca ainda mais porque alguns de seus próprios especialistas do passado eram extremamente céticos em relação ao Bitcoin. Em 2018, Kenneth Rogoff, professor de Harvard e ex-economista-chefe do FMI, afirmou que era mais provável o bitcoin cair para US$ 100 do que subir para US$ 100.000.
“Acredito que o bitcoin valerá uma pequena fração do que vale hoje se olharmos para daqui a 10 anos”, ele disse na época. Ele também previu que os governos o regulariam tão intensamente que o tornariam inútil.
Recentemente, Rogoff admitiu que avaliou mal a evolução do Bitcoin. Ele disse que foi “muito otimista sobre os EUA recuperarem o bom senso em relação a uma regulamentação sensata de criptomoedas” e que subestimou os incentivos políticos em torno dos ativos digitais.

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