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ETFs já movem 33% nos EUA e no Brasil não chegam a 1%

Por Petrônio Oliveira | 30 de novembro de 2025
ETFs já movem 33% nos EUA e no Brasil não chegam a 1%

ETFs e Fundos Cripto: Brasil e EUA em Ritmos Diferentes, Apontam Especialistas 📈

A adoção de criptoativos por investidores institucionais foi pauta quente na Blockchain Conference Brasil. No painel “ETFs e fundos cripto, o motor da adoção institucional”, representantes de gigantes como Hashdex, QR Asset e B3 debateram os avanços e os desafios do setor, revelando um cenário fascinante: o Brasil e os Estados Unidos estão em estágios completamente diferentes nessa corrida. 🧐

🇧🇷 No Brasil, Institucionais Compram; Lá Fora, o Cenário é Outro

Samir Kerbage, CIO da Hashdex, destacou que, enquanto o varejo lidera em número de cotistas, o volume financeiro mais significativo vem dos investidores profissionais. Ele apontou uma tendência curiosa: "Os investidores institucionais de longo prazo [no Brasil] estão comprando sem parar. No Brasil há um aporte e lá fora há muitos resgates".

Para Kerbage, isso se deve à maturidade do mercado local, onde investidores que entraram em 2021 já realizam lucros e rebalanceiam suas carteiras, enquanto os institucionais estrangeiros ainda estão montando suas posições iniciais.

Uma "Avenida" de Crescimento e a Necessidade de um Ecossistema Completo 🏗️

Bianca Maria, gerente de produtos na B3, trouxe um dado impactante para ilustrar o potencial brasileiro. "Nos Estados Unidos, ETFs representam 33% de todas as operações; no Brasil, ainda não chegamos a 1%. Olha a avenida que temos pela frente", afirmou.

Contudo, ela ressaltou que para atrair de vez os grandes players, o mercado precisa ir além do simples ETF. "A pessoa física compra o ETF e acha que está resolvido, mas o institucional precisa de derivativos, empréstimos e uso em garantia. Esse ecossistema está sendo desenvolvido e é chave para o avanço", explicou.

EUA: Volume Gigante e Sensibilidade à Macroeconomia 💹

Murilo Cortina, Head Comercial da QR Asset, complementou a análise sobre as diferenças entre os mercados. Segundo ele, não se trata apenas de educação financeira, mas da própria estrutura americana. O volume de capital nos EUA é imensamente superior, e o mercado de lá é muito mais sensível a fatores macroeconômicos globais.

Cortina finalizou lembrando que os institucionais ainda são uma "fatia pequena do mercado cripto" e que a preocupação com risco e volatilidade ainda é uma barreira significativa para o planejamento de longo prazo desses investidores.

O debate deixou claro que o Brasil, embora pioneiro na aprovação de ETFs de cripto, trilha um caminho único. A adoção institucional avança, mas a consolidação depende da criação de um ambiente de investimentos mais robusto e diversificado. O potencial é imenso, mas a jornada para transformar essa "avenida" em uma via expressa de capital está apenas começando. ✨

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Equipe Satoshi Libre

Analistas e Pesquisadores On-Chain

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