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CZ é chamado de “golpista” no X após críticas à Binance

Por Petrônio Oliveira | 31 de janeiro de 2026
CZ é chamado de “golpista” no X após críticas à Binance

Binance na Mira: Acusações de Manipulação e um Crash de US$ 19 Bilhões Agitam o Mundo Cripto 🌪️

O X (antigo Twitter) está em chamas mais uma vez, e o epicentro do incêndio é a maior exchange de criptomoedas do mundo, a Binance, e seu cofundador, Changpeng Zhao (CZ). Nos últimos dias, a rede social foi inundada por acusações graves, com usuários rotulando CZ como "golpista" e exigindo seu retorno à prisão. A polêmica, que parecia adormecida, foi reacendida por declarações de figuras influentes como Cathie Wood, CEO da Ark Invest, e Star Xu, fundador da OKX, trazendo de volta à tona o infame crash de outubro de 2025.

O Estopim da Crise: A "Black Friday das Criptos" 📉

Tudo remonta a 10 de outubro de 2025, um dia que ficou conhecido como a "Black Friday das criptos". O gatilho foi um anúncio do então presidente dos EUA, Donald Trump, impondo tarifas de 100% e controles de exportação contra a China. O mercado global sentiu o golpe, e o setor cripto não foi exceção.

O Bitcoin despencou 10%, enquanto altcoins como Ethereum (ETH), XRP e a própria BNB da Binance caíram mais de 15%. O resultado foi catastrófico: em menos de 24 horas, mais de US$ 19 bilhões em posições alavancadas foram liquidadas, o maior evento do tipo já registrado.

Inicialmente visto como uma reação natural do mercado, o episódio logo levantou suspeitas. Traders e analistas questionaram a velocidade e o volume das liquidações, sugerindo uma possível ação coordenada. Rapidamente, todos os olhos se voltaram para a Binance.

No auge do pânico, usuários da exchange relataram uma série de problemas: contas congeladas, ordens de stop-loss que simplesmente não funcionaram e dificuldades de acesso à plataforma. Para piorar, ativos como Enjin (ENJ) e Cosmos (ATOM) sofreram "flash crashes" que levaram seus preços a quase zero.

A Defesa da Exchange e a Compensação Milionária 🛡️

A Binance reconheceu publicamente as instabilidades, atribuindo-as a um "volume intenso de atividade" e garantindo que os fundos dos usuários permaneciam "SAFU". No entanto, a explicação não foi suficiente para acalmar os ânimos. Muitos acusaram a exchange de se beneficiar do caos.

Dois dias depois, a Binance divulgou uma nota afirmando que seus sistemas principais de negociação permaneceram ativos e que as liquidações representaram uma "proporção relativamente baixa do volume total negociado". Ainda assim, a empresa admitiu falhas técnicas e a perda de paridade de alguns ativos.

Para mitigar os danos, a exchange anunciou a compensação dos usuários afetados, distribuindo cerca de US$ 283 milhões. Pouco depois, lançou um pacote de apoio financeiro de US$ 400 milhões, incluindo vouchers e empréstimos de baixo custo.

As Chamas do Debate são Reacendidas 🔥

O assunto esfriou, mas a chegada de 2026 trouxe as denúncias de volta com força total. Em entrevista à Fox Business, Cathie Wood, CEO da Ark Invest, foi direta: "O que vivenciamos nos últimos 2-3 meses são reverberações do 10/10… ocorreu um flash crash associado a uma falha de software na Binance que desalavancou o sistema".

Star Xu, fundador da concorrente OKX, ecoou o sentimento, afirmando que as pessoas "subestimaram o impacto do 10/10", que causou "prejuízo concreto e duradouro" à indústria. Sem citar nomes, ele criticou empresas que buscam ganhos de curto prazo com "esquemas de natureza Ponzi" e manipulação de preços.

A Investigação da Comunidade: Provas e Teorias 🕵️‍♂️

Com o debate reaberto, a comunidade cripto no X começou a conectar os pontos. Um analista apontou para um anúncio da Binance de 6 de outubro sobre uma mudança na precificação dos ativos BNSOL e wBETH, que seria implementada em 14 de outubro. Isso, segundo ele, criou uma janela de oportunidade para manipulação.

Outras alegações surgiram:

  • Movimentações suspeitas: Mais de US$ 10 bilhões teriam circulado em hot wallets de exchanges nas 48 horas anteriores ao crash.
  • Manipulação de timestamps: Um usuário alegou que a Binance alterou o horário de sua liquidação por meros segundos para excluí-lo da janela de compensação, apresentando como prova um e-mail automático do sistema com um horário conflitante.
  • Shorts bilionários: Uma nova conta teria acumulado US$ 1,1 bilhão em posições vendidas de BTC e ETH horas antes do crash, lucrando entre US$ 160 milhões e US$ 200 milhões.

CZ Responde: "Não é a Primeira Vez, Não Será a Última"

Com o tom das críticas se intensificando e a palavra "golpista" se espalhando, CZ e a Binance se manifestaram. A exchange anunciou planos de converter seu fundo de seguro de US$ 1 bilhão (SAFU) inteiramente para Bitcoin, em um gesto de confiança. Em carta aberta, reforçou seu compromisso com a conformidade e a segurança, destacando a recuperação de milhões para usuários e a cooperação com autoridades.

O próprio CZ foi ao X para minimizar as acusações, classificando-as como "FUD" (Medo, Incerteza e Dúvida). "Não é a primeira vez, não será a última. Recebo ataques de FUD desde o início", escreveu, prometendo abordar o assunto em uma sessão de perguntas e respostas (AMA).

Ele também se defendeu das críticas sobre sua estratégia de "comprar e segurar", que muitos consideraram inviável para o investidor comum, dado o desempenho negativo de muitos tokens listados na plataforma.

Uma Crise de Confiança

A nova onda de críticas à Binance evidencia uma ferida que nunca cicatrizou completamente no mercado de criptomoedas. Mais do que um único evento, o episódio reflete a frágil confiança em um ecossistema marcado por volatilidade extrema e colapsos de grandes players. Em um mercado que ainda busca estabilidade, questões mal resolvidas e acusações graves têm o poder de ressurgir a qualquer momento, mostrando que a batalha pela transparência e pela confiança está longe de terminar.

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Equipe Satoshi Libre

Analistas e Pesquisadores On-Chain

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